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5 de out de 2019

Corinthians espera reduzir juros da Caixa e manter prazo de pagamento

A intenção é assinar contrato com juros mais baixos e nos moldes do que estava verbalizado entre Andrés Sanchez e a gestão anterior do banco (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

A primeira reunião entre o Corinthians e a Caixa Econômica Federal contou com a presença apenas dos responsáveis financeiros de cada instituição e deu o passo inicial em busca de um novo acordo para o financiamento do estádio em Itaquera.

A diretoria do clube diz ainda não ter uma proposta formalizada de quanto e como pretende quitar essa dívida. A intenção é assinar contrato com juros mais baixos e nos moldes do que estava verbalizado entre Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, e a gestão anterior do banco, mantendo o prazo final do pagamento em 2028.

O contrato inicial feito via BNDES previa juros em torno de 9%, com aumento para 12% em caso de inadimplência. Andrés costuma reclamar em suas entrevistas de que o clube paga as maiores taxas se comparadas com as outras arenas erguidas para a Copa do Mundo de 2014. No entanto, afirma também que o clube pode e consegue pagar essa dívida.

O Corinthians pretende pagar entre novembro e fevereiro o valor de R$ 2,5 milhões por serem meses com menor número de jogos na temporada e no restante do ano desembolsar algo em torno de R$ 6 milhões. O acordo continuaria com validade até o término de 2028. Ou seja, descontando os juros, o clube deve pagar nos próximos nove anos cerca de R$ 522 milhões.

A Caixa Econômica Federal não se pronuncia oficialmente sobre o assunto. Mas enquanto as duas partes conversam, o processo movido pelo banco continua na Justiça. O episódio mais recente foi o pedido do bloqueio das contas da Arena Itaquera S/A, no dia 23, que ocorre depois de o Corinthians não indicar judicialmente como fará o pagamento da dívida processual e também não indicar bens para a penhora em caso de não pagamento.

Se o juiz aprovar, as contas da empresa ficam bloqueadas até atingir o limite da dívida total, que a Caixa alega ser de R$ 536 milhões. O Corinthians alega que o valor é de R$ 470 milhões.

*Com Estadão Conteúdo 
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