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17 de set de 2019

Suprema Corte começa a julgar recursos sobre suspensão do Parlamento britânico

A decisão da Suprema Corte está sendo tratada como um possível ponto de inflexão no Brexit (Foto: Andy Rain/EFE)

A Suprema Corte britânica começa a julgar nesta terça-feira (17/09) dois recursos sobre a decisão do primeiro-ministro de suspender o Parlamento. A polêmica manobra de Boris Johnson às vésperas do Brexit foi amplamente criticada e os opositores tentam declará-la ilegal.

Johnson disse que vai aguardar o julgamento, que está na capa de todos os portais por aqui, com transmissão ao vivo, antes de decidir o que fazer. Os parlamentares que se opõem ao Brexit a qualquer custo querem voltar para a Câmara dos Comuns para tentar barrar Boris Johnson. Porém, a questão é muito maior do que isso porque qualquer decisão tomada em Londres precisa ser combinada com os europeus.

Nesta segunda-feira (16/09), Johnson foi humilhado durante sua visita a Luxemburgo – é esse o termo que a imprensa local está usando para descrever a viagem. O britânico cancelou participação na entrevista coletiva com o colega local porque havia um grande protesto do lado de fora do palácio. Xavier Bettel não apenas prosseguiu com a entrevista, deixando o púlpito dedicado a Boris Johnson vazio, como ainda atacou bastante o britânico.

Sempre apontando para a ausência de Johnson, disse que a campanha a favor do Brexit foi construída sobre mentiras, que não há avanço nenhum nas negociações e que Londres não apresentou alternativa para a questão da Irlanda. As declarações ilustram bem o estado de ânimo do outro lado do Canal da Mancha com esta história interminável.

Por isso a decisão da Suprema Corte está sendo tratada como um possível ponto de inflexão no Brexit. Se o primeiro-ministro vencer, dificilmente o divórcio sem acordo será barrado até 31 de outubro, até mesmo porque a Europa não deve querer. Mais uma derrota para o chefe do Downing Street, no entanto, pode abrir margem importante para a oposição que está cada vez mais articulada.

Os liberais democratas, terceira força da política local, prometem que em um governo deles o Brexit será cancelado imediatamente.

Os trabalhistas se articulam em torno de uma nova consulta popular sobre o tema. Logo, é inevitável repetir: faltando pouco mais de um mês para o prazo final de desfiliação, ninguém sabe o que vai acontecer por aqui.
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