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27 de ago de 2019

Editorial: Os riscos da ideologia de gênero no ambiente escolar

Psicólogos defendem que sexualidade é um tema que compete aos pais e não ao estado (Foto: Sumaia Vilela/ABr)

Professora e apoiadora da causa LGBT, a britânica Elly Barnes defende que as escolas sejam lugares favoráveis ao público gay onde a ideologia seja uma “ocorrência cotidiana dentro da escola”. Criadora da Educate and Celebrate, ela treina profissionais da área de educação, desde 2010, a saberem tratar essa diversidade no ambiente escolar. Em seus discursos e artigos, Elly diz que é preciso “destruir a heteronormatividade” e “quebrar o binário”.

Como forma de gerar esse ambiente aceitável e combater o bullying, o estado americano de Illinois aprovou uma lei a favor do ensino da história LGBT nas escolas públicas. O Conselho Estadual de Educação deverá fornecer livros didáticos que abordem a temática e apontem as contribuições históricas de pessoas LGBT ao país.

Já no Brasil, uma escola pública no município de João Pessoa, na Paraíba, promoveu a “Semana da Diversidade Humana”. Militantes, com a ajuda de professores e servidores, fizeram uma propaganda homossexual entre crianças e adolescentes e deslegitimar a moral religiosa de estudantes e pais, como denunciou membros do Escola Sem Partido (ESP).

Elly Barnes é professora e defensora da causa LGBTQ (Foto: Reprodução)

Nossa reportagem conversou com psicólogos e pastores a respeito dessa inserção da ideologia de gênero no ambiente escolar. Sobre a fala de Elly Barnes em destruir a heteronormatividade, o psicólogo e pastor Leonardo Tavora afirma que não se pode ir contra a ciência.

– Ela fez uma afirmação totalmente infeliz. Macho e fêmea é uma categorização da biologia humana. Não devemos combater, mas educar com a legitimidade científica. Não há um terceiro cromossomo e essa resposta já basta – enfatizou.

Em relação ao debate acerca da homossexualidade no ambiente escolar, Tavora defende que o tema deve ser abordado sem que haja uma doutrinação. Entretanto, o assunto deve ser tocado primeiramente no ambiente familiar.

– Essa responsabilidade não é do estado. O estado precisa ensinar as disciplinas que servirão de base educacional para o futuro da criança. Agora, essa doutrinação pode atrapalhar na formação da personalidade do indivíduo, que pode ver-se obrigado a fazer parte de uma realidade que, talvez, não seja necessariamente a sua. Há meninas se relacionando com outras por moda na escola, por exemplo.

A psicanalista Jacqueline Innocencio defende que se deve falar sobre sexualidade até os 10 anos de idade da criança. No período entre os 3 e 6 de idade, o menor começa a notar as diferenças entre os órgãos sexuais. Tal diálogo em casa é importante porque, segundo Jacqueline, cada vez mais tem aumentado os casos de gravidez precoce a partir dos 12 anos, além de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e abusos de ordem sexual.

– Cabe aos pais orientarem essas crianças durante a fase do questionamento, por volta dos 4 anos de idade, quando começaram a fazer perguntas. A melhor forma é dentro de casa onde os pais devem começar a perceber a maturidade de entendimento dos filhos. Lembrando que nem todas as crianças têm o mesmo nível intelectual. Na questão da homossexualidade, a escola deve abranger o termo, mas não pode impor como se fosse algo comum. Há muitas famílias cristãs que ainda se mantém na formação tradicional – pai, mãe e filhos. Cabe à escola respeitar os princípios de ensinamento dos pais – explica.

Definindo a identidade sexual

A pedagoga Auriesdra Morais Ferreira reforça que a criança deve ser ensinada sobre sua identidade sexual, ou seja, sobre o fato de ter nascido com um determinado sexo, masculino ou feminino, o que faz parte do processo educacional.

– Sexualidade é um tema que não se debate com crianças, mas, dependendo da curiosidade, os pais poderão esclarecer suas interrogações. Toda criança passa pelo processo de crescimento e maturidade física, psicológica e emocional. Tratar da homossexualidade como algo natural pode acarretar ao infanto distorções em seu processo de formação e dúvidas a respeito de sua própria sexualidade – declara

Auriesdra ainda afirma que “ensinar sobre sexualidade a uma criança não é doutrinação”, mas, a partir do momento em que esse ensinamento pende para esse lado, corre-se o risco de gerar uma sociedade totalmente disfuncional em sua sexualidade.

– A sociedade de hoje ainda acredita que ser hetero é normal e naturalmente correto. Mas muitos querem que essa ideologia seja totalmente destruída e se construa a nova ideia de homonormatividade a partir da doutrinação em massa, ensinando especialmente as nossas crianças. A ideologia de gênero já está inserida em nossa sociedade, mas precisa ser refutada com inteligência e muita sabedoria.

“A ideologia de gênero já está inserida em nossa sociedade” (Foto: Reprodução)

O pastor André Luiz, da Igreja Batista do Olho d’Água, na cidade de São Luís, no Maranhão, também critica a pressão feita por muitos ativistas do movimento LGBT sobre as crianças.

– A partir do momento que essa ideologia entra na cabeça da criança ela começa a se rejeitar. Ela olha para seu órgão genital e começa a rejeitá-lo a ponto de se mutilar para ser aceito ou afirmar a sua confusão mental de trocar de sexo. A depressão pode acontecer por conta do indivíduo perder a sua real identidade e não conseguir se firmar na nova. Algumas crianças são diagnosticadas com o que se chama de “transtorno de identidade de gênero”. Um sintoma obrigatório, tanto em crianças quanto em adolescentes, é a perturbação que causa sofrimento ou prejuízo no funcionamento social.

André aproveita para denunciar o que ele chama de “plano para desconstrução do ser humano e principalmente da sua imagem”

– A imagem do ser humano é a imagem de Deus. Pode perceber que a primeira coisa que acontece é a mudança do visual. Seja ele com acessórios ou até mesmo mutilando ou acrescentando algo ao corpo. A multiplicação só é possível entre homem e mulher e é necessário que a raça humana não entre em extinção. Na minha casa, sempre tratamos o assunto com minha filha de 8 anos de forma direta e com muito amor. Todas as vezes que ela identifica algum comportamento homossexual, temos a oportunidade de ensinar que podemos ser diferentes, mas devemos ter respeito pelas decisões dos outros. Que cada um vai responder diante de Deus pelas suas escolhas nesta vida.

A psicóloga Cassiane Tardivo também reforça que questões ligadas à sexualidade devem ser trabalhadas dentro de casa. Ela acredita que falar de ideologia de gênero desde a tenra infância evidencia um quadro de doutrinação, que deve ser abolido de qualquer contexto educacional.

– É função da escola trabalhar o conhecimento científico e comum a todos. Sob a perspectiva desenvolvimentista, a criança passa por fases que vão aprimorando sua inteligência e maturidade. A criança aceita as regras de fora para dentro, mas só quando ingressar na fase formal do pensamento que ela será capaz de elaborar melhor tais questões abstratas. Sendo assim, durante grande parte da infância é fundamental que a escola tenha clareza desse fato na formação do currículo acerca do que será ensinado e trabalhado com elas. É preciso criar situações de aprendizagem pertinentes a sua condição infantil e focar naquilo que é prioritário em cada etapa.

Cassiana finaliza dizendo que o combate a ideias como essas deve ser feito com educação e conhecimento. Quanto mais espaços para discussão e debate forem criados, mais será mostrado o quanto a ideologia de gênero é tendenciosa na defesa de determinado grupo específico de pessoas.

– Pais precisam se envolver nas escolas, participarem dos conselhos, lerem o Projeto Político Pedagógico, reivindicar a oportunidade de discutirem ideias e participarem da construção dos projetos que serão executados na escola durante o ano – encerra.

*Com Pleno News
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