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12 de ago. de 2019

Cunhado de Ana Hickman vai a julgamento em setembro

Cunhado de apresentadora será julgado em setembro (Foto: Reprodução)

O cunhado da apresentadora Ana Hickman, acusado de homicídio por ter matado um homem que tentou atacá-la, declarou estar “feliz e lisonjeado” com o apoio recebido do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ele deve ser julgado em segundo instância no mês de setembro.

Bolsonaro e o ministro da Justiça Sérgio Moro evocaram o episódio envolvendo a apresentadora e seu cunhado, Gustavo Corrêa, na sexta-feira (09/08) e no sábado (10/08), para voltar a defender o fim da aplicação de pena por excesso em casos de homicídio por legítima defesa se o homicida tiver agido sob “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”, conforme prevê o pacote anticrime proposto por Moro.

– É justo o cunhado da Ana Hickmann ir para tribunal do júri? Não vou nem falar em condenação. A proposta do Moro prevê acabar com isso aí. Nada mais claro que a legítima defesa. Nesse caso não tem que se levar em conta a questão do excesso – disse Bolsonaro na sexta (09/08).

Em 21 de maio de 2016, Ana, Corrêa e Giovana, sua então esposa que trabalhava como assessora da apresentadora, estavam hospedados em um hotel em Belo Horizonte quando foram abordados por Rodrigo Augusto de Pádua, que se identificava como fã de Ana. Segundo informações no inquérito, Rodrigo foi ao hotel com um revólver porque fora bloqueado das redes sociais da apresentadora, a quem mandava mensagens insistentes. Ele tomou os três como reféns em um quarto e, segundo afirmou Corrêa em interrogatório, acionou o gatilho para fazer “roleta russa”, que é o ato de atirar de forma aleatória com apenas uma bala no revólver. A apresentadora desmaiou, o invasor se irritou e atirou na direção dela, acertando Giovana.

Em abril do ano passado, Gustavo foi absolvido da acusação de homicídio. A juíza avaliou que ele agiu em legítima defesa. Ela escreveu que não era exigível comportamento diferente de Gustavo, já que utilizou do meio que dispunha para se defender, que foi a arma trazida pela própria vítima. No entanto, o Ministério Público recorreu e ele será julgado em segunda instância, provavelmente em 10 de setembro.

*Com Folhapress
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