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22 de jul. de 2019

Método de Glenn Greenwald para receber arquivos ilegais é revelado por jornalista

O site The Intercept reforça aos usuários que as autoridades podem rastrear os métodos mais tradicionais de envio de documentos, como os correios. (Foto: Adriano Machado/Reuters)

O método pelo qual o jornalista Glenn Greenwald recebeu os arquivos hackeados do ministro Sergio Moro e outras autoridades foi destrinchado passo a passo, de acordo com o colunista Oswaldo Eustáquio, do portal Agora Paraná.

Em sua reportagem, Oswaldo revela que, para manter o anonimato perante as autoridades, a suposta fonte deve enviar os arquivos através da deep web. A deep web é uma rede mundial que não pode ser rastreada e, por causa disso, é muito utilizada para aqueles que querem cometer crimes como pedofilia, compra de armas e até grupos em que é possível receber dicas de como cometer assassinatos e chacinas, como foi o caso do ataque à escola em Suzano, em São Paulo, em março deste ano.

Além de obrigar a fonte a acessar um território “sem lei” da internet, o site The Intercept reforça aos usuários que as autoridades podem rastrear os métodos mais tradicionais de envio de documentos, como os correios.

– Lembre-se que, analisando os pacotes, investigadores podem ter acesso a evidências sobre sua identidade, como amostras de sua letra ou até mesmo suas impressões digitais, antes que seu pacote chegue até nós – alerta.

As orientações do Intercept também reforçam que “se você corre risco de punição por ter vazado um documento ou informação”, deve manter-se no anonimato. Por isso, diz o site, “não entre em contato conosco em um computador ou rede do trabalho”.

No entanto, o portal também dá a opção para aqueles que “não têm motivos para se preocupar em revelar sua identidade”. Para isso, é possível usar o email institucional do site.

Outros canais também são sugeridos, com certos cuidados para preservar a identidade da fonte: o aplicativo de conversas Signal, semelhante ao WhatsApp mas mais seguro, Correios, para aqueles que querem apenas enviar material e não obter um feedback do Intercept, e, por fim, servidores de internet que não deixam rastros.

No caso da comunicação virtual, o Intercept orienta a fonte a excluir históricos de navegação, limpar a memória e até mesmo guardar os arquivos em um pen drive, para que não corra risco de ser “roubado” caso fique armazenado na nuvem.
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