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22 de jul de 2019

Irã detém 17 espiões da CIA e os condena à morte

Aiatolá Ali Khamenei é o líder supremo do Irã (Foto: Leader Office/EFE/EPA)

A Inteligência do Irã anunciou nesta segunda-feira (22/07) que deteve 17 cidadãos iranianos que trabalhavam como espiões para a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos. As autoridades afirmaram que alguns deles já foram condenados à morte.

Estes espiões faziam parte de uma rede de espionagem cibernética dos EUA que foi desmantelada pelo Irã há algum tempo.

O chefe do Ministério de Inteligência do Irã, cujo nome não é público, disse nesta segunda-feira (22/07) em entrevista coletiva que aqueles que “tinham colaborado consciente e deliberadamente (com a CIA)” foram entregues ao Poder Judiciário e condenados à morte ou a “longas” penas de prisão.

O agente indicou que os sentenciados à pena capital, dos quais não ofereceu um número exato, foram considerados culpados de “corrupção na terra”. Esta acusação é castigada com a forca pela Justiça islâmica.

Alguns dos detidos, que, segundo o responsável de antiespionagem, “interagiram com plena honestidade com a Inteligência [iraniana] e comprovaram seu arrependimento”, foram utilizados para conseguir informação dos EUA.

Os 17 detidos não estavam em contato entre si, mas cada um se comunicava com um agente da CIA. Eles eram empregados em “centros do setor privado sensíveis e vitais” do país, como por exemplo na área nuclear e militar, explicou o agente.

Todos eles enviavam informação confidencial e tinham sido treinados por oficiais da CIA sobre como estabelecer uma comunicação segura entre o interior do Irã e o exterior.

A CIA se aproximou dos iranianos em conferências científicas realizadas na África, na Ásia e na Europa ou lhes contatou pelas redes sociais e internet, prometendo-lhes dinheiro e vistos ou residência nos EUA.

Os espiões contavam com documentos de identidade falsa, que a CIA deu a ordem de eliminar após o desmantelamento da rede de espionagem, segundo os serviços secretos iranianos.

A Inteligência iraniana publicou, além disso, fotografias dos espiões e documentos que lhes foram apreendidos.

Todos estes novos dados foram revelados depois que, no último dia 17 de junho, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Shamjani, anunciou que tinham acabado com uma rede de espionagem cibernética.

*Com informações da agência EFE
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