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29 de jul. de 2019

Brasileiro ganha medalha de ouro no taekwondo

Edival Marques virou para cima do dominicano (Fotos: Jonne Roriz/COB)

O Brasil conquistou sua terceira medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima na noite deste domingo (28/07) de forma emocionante. Edival Marques, conhecido como Netinho, de 21 anos, virou para cima do dominicano Bernardo Pie na parte final no terceiro e último round e venceu por 17 a 14 a decisão do taekwondo até 68 quilos.

Durante a luta, o brasileiro afirmou ter notado uma movimentação diferente de seu oponente, deduzindo que ele teria problemas físicos. A partir daí, calculou qual seria sua estratégia: agredir sem parar.

– Acho que ele estava machucado. Aí pensei em chutar até o final da luta, até ele não aguentar mais. Tinha fôlego para isso e consegui virar – afirmou.

Em suas três lutas até a medalha, o paraibano de João Pessoa contou com o apoio da torcida brasileira, formada por outros atletas, turistas e brasileiros expatriados no Peru. Na arquibancada do centro esportivo de Callao, uma cidade na região metropolitana de Lima, havia uma bandeira do Brasil e outra do Flamengo.

A julgar pelo desempenho dos lutadores brasileiros nas duas primeiras jornadas da modalidade, a torcida pode muito bem ficar maior nesta segunda, no encerramento de seu calendário. Até o momento o taekwondo brasileiro ganhou três medalhas neste Pan.

No sábado, a rondoniense Talisca Reis, namorada de Netinho, foi prata na categoria até 49 quilos. Antes, o potiguar Paulo Ricardo ganhou bronze na categoria até 58 quilos.

– Estamos pensando em Tóquio já com certeza. Vamos tentar classificar pelo ranking. Aqui soma 40 pontos, e eu vou subir bastante. Vamos continuar na briga – disse Netinho.

Antes de alcançar o lugar mais alto do pódio, o lutador dominou seus adversários. Primeiro, bateu o costarriquenho Juan Soto por 30 a 17 nas quartas de final. Pouco depois, derrotou o chileno Ignacio Morales por 18 a 7.

Netinho passou a ser considerado uma grande promessa do taekwondo brasileiro desde que surgiu aos 16 anos, quando foi campeão sul-americano e ouro no mundial juvenil e nas Olimpíadas da Juventude, tudo em 2014. Ao passar para o time adulto, seu desempenho caiu e ele acabou não participando da Rio-2016. Agora se apresenta como uma realidade do esporte de elite brasileiro.

– Sim, com certeza [deixa de ser promessa]. Só eu medalhei em dois Grand Prix, então venho mostrando no decorrer do tempo que não seria só promessa. E está aí, graças a Deus: campeão dos Jogos Pan-americanos – afirmou o atleta.

*Com Folhapress
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