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15 de jul de 2019

Bolsonaro vai a pé do Planalto à Câmara

O presidente Jair Bolsonaro quebrou o protocolo na manhã desta Segunda- Feira e foi a pé a rua do Palácio do Planalto para o Congresso Nacional, para participar de uma sessão solene da Câmara em homenagem ao aniversário do Comando de Operações (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, foi na manhã desta segunda-feira (15/07) à Câmara dos Deputados participar de uma sessão solene em homenagem ao aniversário do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro.

É o terceiro evento do tipo na Câmara da qual ele participa em um mês e meio. O primeiro foi no fim de maio, quando ele fez uma visita de surpresa para acompanhar uma sessão no plenário que homenageou o humorista Carlos Alberto de Nóbrega.

Na ocasião, Bolsonaro atravessou a pé o trecho que separa o Palácio do Planalto do Congresso Nacional. Os dois prédios se situam ao redor da Praça dos Três Poderes e ficam a uma distância de cerca de 300 metros um do outro. Normalmente, os políticos fazem o percurso de carro.

O presidente repetiu o trajeto a pé nesta segunda (foto acima), acompanhado de seguranças, assessores e ministros.

Caminharam até a Câmara com o presidente os ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-geral da Presidência) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além do advogado-geral da União, André Mendonça.

Na semana passada, em meio à expectativa de votação da reforma da Previdência, Bolsonaro foi à Câmara de novo, mas para participar de um culto evangélico. Em seguida, acompanhou uma sessão solene no plenário em comemoração aos 42 anos da Igreja Universal.

Discurso

Em discurso da tribuna da Câmara, o presidente voltou a falar sobre a possibilidade de indicar um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para assumir a embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.

"Por vezes temos que tomar decisões que não agradaram a todos, como a possibilidade de indicar um filho para embaixada. Se está sendo criticado é sinal de que é a pessoa adequada", afirmou.

Em seguida, Eduardo Bolsonaro também subiu à tribuna para discursar, mas não fez qualquer menção à sua eventual indicação como embaixador. Dirigindo-se ao pai, lembrou da trajetória política dele e afirmou: "Não é mais uma voz sozinha aqui, estamos ao seu lado".

Durante o discurso, o presidente disse também que o "Brasil precisa de uma quimioterapia para que não pereça". "Estamos fazendo juntos", disse.

Ele citou o período em que foi deputado federal e afirmou que foi alvo de "quase 30 processos de cassação, nenhuma por corrupção".

E continuou: "Sou do baixo clero, sem qualquer problema, mas é um sinal de que todos têm espaço aqui nesse maravilhoso Brasil".

Reforma da Previdência

Além dessas três sessões solenes e de quando tomou posse, Bolsonaro foi ao Congresso outras três vezes desde que assumiu a Presidência da República em janeiro.

A primeira, em fevereiro, foi para levar a proposta de reforma da Previdência, que acabou aprovada na semana passada em primeiro turno na Câmara.

A segunda visita para entregar um projeto ocorreu em março. O presidente levou ao Congresso o projeto de mudanças nas regras de aposentadorias dos militares das Forças Armadas.

A terceira ida ao Congresso foi no mês passado, em junho. Bolsonaro entregou um projeto de lei que muda trechos do Código Brasileiro de Trânsito. Dentre as alterações, está a ampliação – de 20 para 40 pontos – do limite para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
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