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30 de nov de 2017

Ministro do STF diz que corrupção é vergonha nacional

O ministro classificou o País como "República da parentada" ao se referir ao funcionalismo público (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso disse nessa quarta-feira (29/11), que é impossível não sentir vergonha do Brasil nesse momento que o país atravessa. O ministro classificou o País como “República da parentada” ao se referir ao funcionalismo público.

Luis Roberto Barroso falou ainda em cultura da desigualdade, onde os benefícios só funcionam para os mais ricos e poderosos, e por fim chamou de “patrimonialismo” o sistema em que tudo depende da benção e do apoio do Estado.

O ministro se referia aos três principais problemas, na visão dele, que perpetuam a corrupção no País.

O ministro Barroso deu essas declarações durante uma palestra em um evento da Ordem dos Advogados do Brasil que aconteceu nos últimos três dias, em SP.

Um dos assuntos mais discutidos ao longo de todo o evento foi a redução do foro privilegiado a deputados federais e senadores, que estava sendo votada até a semana passada no STF, mas foi suspensa por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli. A maioria dos magistrados já tinha votado a favor da restrição.

Restam ainda os votos do próprio autor do pedido de vista, Dias Toffoli, o de Ricardo Lewandowski e de Gilmar Mendes, que nessa semana já se manifestou mais de uma vez com críticas à restrição do foro privilegiado.

Mendes disse que acha importante o Congresso decidir sobre uma eventual restrição.

Após a palestra dessa quarta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso falou sobre o assunto: “eu sou juiz, não sou comentarista político, portanto, propus interpretação da Constituição que acho que é a melhor, mas se redução do foro vier por decisão do Congresso tanto melhor”.

Como está sob um pedido de vista não há prazo algum para que a restrição do foro privilegiado volte a ser discutida no Supremo.

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