Inteligência dos EUA vê Coreia do Norte por trás do ciberataque | ilha FM - Paulo Afonso
últimas Notícias

16 de mai de 2017

Inteligência dos EUA vê Coreia do Norte por trás do ciberataque

Segundo jornal, códigos utilizados por hackers coincidem com os de ataques cibernéticos norte-coreanos realizados no passado (Foto: Reprodução/ilha FM)

Funcionários da inteligência dos Estados Unidos e especialistas vinculados ao setor privado suspeitam que hackers norte-coreanos estejam por trás do ciberataque mundial lançado na última sexta-feira e que afetou cerca de 300 mil computadores, de acordo informações publicadas pelo jornal The New York Times.

Segundo a publicação, alguns dos códigos utilizados no ransomware WannaCry coincidem com os utilizados em ataques cibernéticos norte-coreanos realizados no passado, como o do ano de 2014 na Sony, embora não se trate de uma prova definitiva do envolvimento de Pyongyang, já que piratas de outros países poderiam estar copiando esse método.

A empresa californiana de segurança informática Symantec identificou em uma versão do WannaCry, o código de ataques ao banco central de Bangladesh, em 2016, a bancos da Polônia no início do ano e a Sony Pictures Entertainment, em represália, para o filme A Entrevista, uma sátira do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

A Symantec detectou no passado a origem de ataques nos EUA, Coreia do Norte e Israel. Funcionários da inteligência americana têm os mesmos indícios que a Symantec, e investigadores tanto do Google como da empresa russa Kaspersky confirmaram as semelhanças do código. No entanto, todos afirmam que as pistas não são definitivas.

O ransomware WannaCry aproveita para se propagar em uma vulnerabilidade do sistema operacional da Microsoft detetada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, cujos detalhes roubaram em abril e levado ao ar pelos hackers.

Os responsáveis pelo ataque exigiram um pagamento na moeda digital Bitcoin para recuperar o acesso aos computadores e afetou a pelo menos 150 países, prejudicando hospitais no Reino Unido, grandes empresas na França e Espanha, a rede ferroviária em Alemanha, órgãos públicos ne Rússia e universidades na China.

(Com EFE)

« PREV
NEXT »

Nenhum comentário

Postar um comentário