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15 de mai de 2017

Indústria quer mudanças em nova taxa de juros para financiamento do BNDES

O Governo Federal considera a nova norma uma "modernização da remuneração" do BNDES (Foto: Reprodução)

Indústria quer mudanças na nova taxa de juros para financiamentos do BNDES. O governo editou medida provisória em abril que instituiu a Taxa de Longo Prazo, a TLP. Ela é composta por dois fatores: Um deles é a variação do IPCA, índice oficial da inflação do Brasil.

O outro é a uma taxa de juros real prefixada mensalmente a partir do rendimento real das notas do tesouro NTN-B.

Essa nova taxa valerá para os contratos firmados a partir de primeiro de janeiro do ano que vem.

Para todos os contratos contraídos antes dessa data, ainda vale a Taxa de Juros de Longo Prazo, a TJLP.

A MP que institui a nova regra está tramitando no Congresso e sendo discutida numa comissão mista que reúne deputados e senadores.

A partir do fim de junho os plenários das duas casas devem discutir o tema.

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, a Abimaq, defende mudanças no texto proposto pelo governo.

José Velloso Dias Cardoso é contra o fato de uma taxa de financiamento estar atrelada a títulos do Tesouro Nacional. “Eu não posso ter essa taxa, que á para atrair um ‘cliente’ para comprar título do Tesouro atrelado a um investimento futuro”, disse.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo também observa atentamente a tramitação da MP sobre a taxa de longo prazo.

O diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou que a mudança vai representar aumento de juros na prática. “Em um momento como esse, o Brasil está aumentando sua taxa de juros. Além da Selic muito alta, o Governo está querendo modificar e aumentando a taxa de juros”.

Quando for instituída em janeiro a nova taxa vai ser igual a da TJLP que é vigente hoje em dia.

Pouco a pouco, dentro de cinco anos, a TLP vai ser elevada chegando até a remuneração total da NTN-B.

O Governo Federal considera a nova norma uma "modernização da remuneração" do BNDES.

Além disso, a União argumenta que a TLP terá uma taxa de juros real definida mensalmente, que servirá para todos os contratos firmados pelo BNDES naquele período.


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