Chanceler alemã diz que atropelamento em Berlim foi atentado terrorista | ilha FM - Paulo Afonso
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19 de dez de 2016

Chanceler alemã diz que atropelamento em Berlim foi atentado terrorista

Um caminhão avançou sobre uma multidão que estava numa feira de Natal em Berlim - 19/12/2016 (Foto: Fabrizio Bensch/Reuters)

Um caminhão invadiu a área de uma feira natalina em Berlim no início da noite desta segunda-feira, 19/12 (horário local), e atropelou diversos frequentadores do local. A polícia alemã descreveu o incidente como “grave”, deixando ao menos doze mortos e 50 feridos.

Autoridades acreditam que o motorista jogou propositalmente o caminhão sobre as barracas na praça Breitscheidplatz, na avenida Kurfuerstendamm, onde está localizada a igreja Kaiser Wilhelm, parcialmente destruída na Segunda Guerra Mundial e mantida como ruína até hoje.

O homem que estava no banco de passageiro do veículo foi morto no local. A polícia de Berlim prendeu um suspeito de ser o motorista.

Testemunhas afirmam que o caminhão não reduziu a velocidade, de aproximadamente 60 km/h, ao se aproximar da multidão.

Tentativa de atentado

Na semana passada, a revista alemã Focus relatou que um menino iraquiano-alemão de 12 anos, suspeito de ligações com o Estado Islâmico, tentou explodir uma bomba em um mercado de Natal na cidade de Ludwigshafen. A publicação citava fontes de segurança e do Judiciário.

O menino, nascido própria cidade, era “fortemente radicalizado” e aparentemente instruído por um membro desconhecido do Estado Islâmico. Segundo a revista, ele foi levado para um centro de detenção juvenil.

Nice

Em 14 de julho, um caminhão invadiu a celebração do Dia da Bastilha na principal avenida de Nice, no sul da França, e matou 86 pessoas que assistiam à queima de fogos. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado e confirmou que o condutor do veículo, Mohamed Lahouaiej Bouhlel, era um de seus integrantes.

Bouhlel era francês de origem tunisiana, trabalhava como entregador e tinha passagens pela polícia por casos de violência a mão armada, mas não era fichado pelos serviços secretos por terrorismo ou radicalismo. O terrorista foi morto pela polícia francesa no local do ataque após uma troca de tiros.


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