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8 de nov de 2016

Hillary lidera, mas democratas devem perder no Congresso

O Congresso Americano, em Washington (Foto: Reprodução)

Os democratas dos Estados Unidos estão menos esperançosos de obter muitas cadeiras no Congresso mesmo que sua candidata presidencial, Hillary Clinton, vença a eleição desta terça-feira. A campanha de Hillary pode ter perdido fôlego suficiente para frear o avanço de seus partidários no Senado e na Câmara dos Deputados, algo resultante de um anúncio surpreendente do FBI (polícia federal americana) no mês passado que ressuscitou a polêmica sobre o uso de e-mails da ex-primeira-dama, disseram assessores de congressistas e analistas.

Se esse for o caso, opinaram, os republicanos provavelmente vão defender sua maioria na Câmara e podem ser capazes de manter alguns assentos no Senado vistos há muito tempo como expostos a uma ofensiva democrata. Os americanos votam nesta terça-feira para escolher Hillary ou o republicano Donald Trump como presidente e para preencher 34 das 100 vagas do Senado e todas as 435 cadeiras de deputados — as duas instâncias são controladas pelos republicanos na atualidade.

Composição do Senado dos Estados Unidos em 2016

O site de pesquisas RealClearPolitics não indicava nenhuma tendência clara nas principais disputas das duas casas na segunda-feira, já que os democratas estavam à frente em alguns Estados-pêndulos e seus opositores em outros.

Uma análise de disputas ao Senado divulgada também na segunda-feira pelo projeto “Crystal Ball” do cientista político Larry Sabato, da Universidade da Virgínia, projetou que a eleição irá terminar com 50 vagas para cada partido.

Composição da Câmara dos Deputados em 2016


A continuação do domínio republicano no Congresso pode frear qualquer pauta legislativa encampada por Hillary. Uma vitória de Trump, aliada a um Congresso republicano, pode levar a um fim abrupto a reforma de saúde do presidente democrata, Barack Obama, conhecida como Obamacare.

Um assessor democrata de alto escalão disse que a controvérsia a respeito dos e-mails de Hillary, que voltaram à tona quando o diretor do FBI, James Comey, disse no dia 28 de outubro que sua agência iria examinar e-mails recém-descobertos para saber se estes diziam respeito ao uso de um servidor particular de Hillary quando era secretária de Estado, pode reduzir em ao menos 10 o número de assentos que seus correligionários podem conquistar dos republicanos na Câmara dos Deputados.

No domingo, Comey disse ao Congresso que, após a revisão mais recente, iria manter sua decisão de julho, a de que não há justificativa para acusar criminalmente a ex-senadora.

(Com agências Reuters)

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